quarta-feira, 26 de junho de 2013

Tratamento Odontológico de Pacientes Grávidas



Pacientes grávidas não são sistemicamente comprometidas, mas apresentam alterações fisiológicas, em quase todos os órgãos e sistemas do corpo, mediados pelos hormônios femininos. Embora “fisiológicas”, são significantes e alteram a rotina do atendimento odontológico, especialmente no tocante ao uso de medicamentos e predisposição a situações de urgência. O cirurgião-dentista deve ter em mente que ele está lidando com dois pacientes: mãe e feto. Diversos aspectos importantes devem ser então considerados: o risco à paciente, o risco ao feto e à manutenção da gestação.
O sistema cardiovascular é submetido a profundas mudanças durante a gravidez. Estas alterações são fisiológicas e compensatórias, mas podem acarretar riscos para a gestante especialmente quando associado com o aumento do peso corporal acima das expectativas. A principal alteração está no aumento da volemia (volume total de sangue circulante) e do aumento do débito cardíaco. Como consequência, há diminuição compensatória da pressão sanguínea e a possibilidade de ocorrência da síndrome da hipotensão supina, que afeta 8% das gestantes.
A síndrome da hipotensão supina - condição que ocorre devido a compressão do grande volume abdominal, causado pelo útero gravídico sobre a veia cava inferior, quando a paciente está na clássica posição da cadeira odontológica (posição supina) com o profissional sentado. Há impedimento ou redução significativa do retorno venoso ao coração. Com a redução do afluxo de sangue ao coração, há redução, concomitante, da chegada de sangue ao cérebro. O coração precisa bater mais rápido (taquicardia) para compensar a redução do afluxo cerebral. Esta taquicardia compensatória estimula os baroceptores (receptores da pressão sanguínea) localizados nos grandes vasos que, por ação reflexa, liberam substâncias vasoativas para promover a queda da pressão. A paciente entra em hipotensão, náusea, tonteira e lipotimia ou até síncope. O tratamento consiste em inclinar a paciente para o lado esquerdo para deslocar o útero da veia cava. Para a prevenção desta condição, a paciente deve ficar na cadeira em posição semi-reclinada (com as costas elevadas em 10 a 12°) e voltada, ligeiramente, à esquerda.
A monitoração da pressão arterial é importante para auxiliar no eventual diagnóstico de pré-eclâmpsia, que costuma ocorrer a partir do 2ª trimestre. Valores acima de 140/90 mm Hg devem ser relatados, imediatamente, ao médico assistente.
Recomendações para a abordagem da gestante quanto ao tratamento odontológico
• 1º TRIMESTRE: até a 14ª semana.
 Entre a 2ª e 8ª semana da concepção, ocorre divisão celular muito intensa e a formação dos órgãos e sistemas (organogênese) é, especialmente, ativa. Este período é critico, pois há grande risco de um aumento da susceptibilidade ao estresse de qualquer procedimento. A possibilidade de malformações (teratogênese) aumenta. Aborto espontâneo ocorre, especialmente, neste período. Enfatizar que os cuidados bucais da mãe se refletem no bebê em desenvolvimento. Realizar, somente, terapia periodontal básica, polimento coronário e controle de placa.
• 2º TRIMESTRE: da 14ª até 28ª semana.
 Neste período, a organogênese está completa, portanto os riscos para o feto são baixos. O segundo trimestre é o período ideal para procedimentos odontológicos clínicos ou cirúrgicos, que não podem ser postergados para após o nascimento da criança. A paciente deve ser posicionada na cadeira de forma a prevenir a síndrome da hipotensão supina, que pode levar a paciente à lipotímia ou síncope.
• 3º TRIMESTRE: 29ª semana até o nascimento.
 Não há mais riscos importantes para o feto, mas a gestante experimenta um aumento significa
 tivo do nível de desconforto. Por isso, as consultas devem ser curtas, não ultrapassando trinta
 minutos. Evitar cuidados odontológicos de rotina, a partir da segunda metade do 3º trimestre.




Exames de Imagens
Assunto controverso, mas bem estabelecido. O uso de radiação, em qualquer pessoa, deve ser acompanhado deuma ótima indicação. No primeiro trimestre, o feto é sensível à radiação, devendo ser evitada. Contudo, as normas de segurança atuais, tornam o procedimento, completamente, seguro. Filmes rápidos, filtração, colimação, uso de avental de chumbo e, principalmente, a técnica digital, fazem enorme diferença quanto à proteção. Em resumo, indicar, somente, se absolutamente necessário, e fazê-lo de forma seletiva (não exames completos) e optar por técnicas, que utilizem as menores doses.
Prescrição e administração de medicamentos na gravidez algumas substâncias, que atravessam a barreira placentária, podem levar à teratogênese, hipóxia fetal, e morte.
Idealmente, não devemos administrar medicamentos a grávidas, principalmente, no 1º trimestre. Quando o fizermos, utilizar a menor dose necessária. Antes de prescrever, deve-se conhecer a categorização elaborada pelo órgão controlador dos EUA, a Food and Drug Administration – FDA - que classifica o risco dos medicamentos e pesar a relação custo/benefício. Diversos guias de remédios já trazem esta classificação para cada substância.
A lidocaína se destaca como anestésico seguro e de primeira escolha. A prilocaína, embora também categorizada no grupo B, é apresentada na formulação de 3% - portanto, 50% mais concentrada que a lidocaína - e sua reação de toxicidade (metemoglobinemia) é muito séria. A mepivacaína, articaína, bupivacaína são categorizadas como C, portanto devem ser evitadas. Os vasoconstritores contidos nas soluções, especialmente, a adrenalina, nas doses usadas em Odontologia, não estão associados com anormalidades fetais e é considerada uma droga segura durante a gravidez, principalmente, por reduzir a absorção do anestésico.
O acetaminofeno (paracetamol) é considerado seguro durante gravidez (categoria B). Outros antiinflamatórios não esteroidais devem ser, criteriosamente, avaliados, pois podem provocar prolongamento da gestação. O ibuprofeno costuma ser uma boa opção, mas não no terceiro trimestre.
As penicilinas e as cefalosporinas são os antibióticos de eleição. Em caso de alergia pode-se utilizar a clindamicina ou a azitromicina (todos na categoria B).
Quadro 1: Risco das Drogas na Gravidez: Classificação da Food and Drug Administration – FDA CATEGORIA SIGNIFICADO
 A Estudos controlados em humanos, indicam que não há risco aparente para o feto. A possibilidade de risco ao  feto é remota.
 B Estudos controlados em animais, indicam que não há riscos para o feto. Estudos bem controlados em humanos, não conseguiram demonstrar riscos.
 C Estudos controlados em animais, demonstraram efeitos adversos ao feto, mas não há estudos bem controla dos em humanos. Só usar, se o benefício justificar o risco potencial. O uso pode ser aceitável.
 D Há evidências de risco em fetos humanos. Só usar se o benefício justificar o risco potencial. O uso pode ser aceitável a despeito do risco.
 X Estudos revelam riscos para o feto. Os benefícios não justificam os riscos. Não usar em hipótese alguma.




Pacientes com Angina Pectoris e Infarto Agudo do Miocárdio




O coração é um órgão muscular, que deve funcionar ininterruptamente. Por isso, a demanda de oxigênio no músculo cardíaco é muito alta. Qualquer fator que leve à insuficiência vascular, mesmo que transitória, causa um quadro de angina.
Angina pectoris ou angina do peito (angina = sufocamento) é uma insuficiência vascular nas artérias coronárias,levando a hipóxia transitória do músculo cardíaco. O quadro clínico é de dor aguda sub-esternal do tipo pressão ou aperto, que pode se irradiar para o braço esquerdo, pescoço e mandíbula, com duração de 5 a 15 minutos.
As fisiopatologias mais freqüentes são: a aterosclerose e o espasmo vascular. Uma vez que o paciente já possui uma patologia vascular, fatores como o excesso de ansiedade, medo, dor aguda e esforço, situações comuns em Odontologia, desencadeiam a situação. Como é uma condição localizada no músculo cardíaco, há pouca ou nenhuma repercussão na pressão arterial do paciente.
O tratamento farmacológico baseia-se no uso de antiagregantes plaquetários e nitratos, betabloqueadores e antagonistas dos canais de cálcio (em conjunto ou isoladamente).
De forma resumida, precisamos reconhecer:
• angina pectoris estável – possui um padrão conhecido para o paciente. Ocorre após  eventos específicos como esforço ou emoções, sem modificações clínicas por, no  mínimo, dois meses. A dor cessa após repouso ou administração de vasodilatadores  coronarianos a base de dinitrato de isossorbida oral (Isordil ®), sub-lingual ou  propatilnitrato oral (Sustrate®), sublingual. Se o paciente tiver somente angina pectoris estável o prognóstico é bom.
• angina pectoris instável – apresenta variação em um ou mais dos padrões conhecidos:
 1) modificação na situação que causa dor (exemplo: dor, mesmo em repouso).
 2) modificação no padrão da dor: aumento da frequência, duração e/ou intensidade.
 3) redução ou falha na ação da nitroglicerina.
O tratamento odontológico de rotina é contra-indicado na angina instável.
Se o paciente tiver angina pectoris instável e/ou possuir outras doenças de base, pode evoluir, mais rapidamente, para infarte do miocárdio.
Pacientes com dor, que se prolonga por mais de 15 minutos, possuem angina instável ou está infartando.
O tratamento de urgência de uma crise de angina consiste de repouso absoluto e vasodilatadores coronarianos, como um nitrato sublingual. A resposta, normalmente, é rápida. Se não resolver, chamar socorro médico especializado. No infarto do miocárdio, nem a nitroglicerina, nem o repouso aliviam os sintomas.

Fonte (Parte 1): http://www.cro-rj.org.br/pc/nov12.pdf



O infarto agudo do miocárdio é causado por isquemia do músculo cardíaco levando à necrose de parte deste músculo. As causas frequentes são trombose, esclerose, estenose ou espasmo das artérias coronárias. Os sinais e sintomas são, basicamente, os mesmos dos descritos para a angina, só que mais agudos.
A dor do infarto agudo do miocárdio é muito forte com sensação de morte iminente. O tratamento de urgência do infarto consiste de repouso absoluto, administração de analgésicos potentes para a dor e chamar socorro médico especializado. São indicados opióides, por via parenteral, por exemplo: tramadol 50mg (IM ou EV), para alívio da dor. O ácido acetilsalicílico pode ser administrado de forma mastigável em
doses de 160 a 325 mg.
O uso de vasodilatadores coronarianos é controverso. Em pacientes com infarto agudo do miocárdio com menos de seis meses, deve ser adiado todo procedimento odontológico de rotina, uma vez que é muito alto a índice de reinfarto neste período. Só devem ser realizadas as emergências.
Além dos medicamentos usados para angina, pacientes com história de infarto podem também usar anticoagulantes, betabloqueadores e digitálicos (digoxina).
Tratamento Odontológico
 • Consultas preferencialmente curtas.
 • Checar o uso regular dos medicamentos.
 • Manter a cadeira odontológica na posição semi-reclinada. Possível hipotensão ortostática.
 • Controle da ansiedade: esclarecer bem os procedimentos que serão realizados e usar sedação leve, em pacientes muito ansiosos.
 • Controle da dor eficiente. Pacientes compensados: usar até 3,6 ml (2 tubetes) de solução anestésica com adrenalina a 1:100.000. Se a solução for a 1:200.000, esta dosagem dobra. Pacientes descompensados: não fazer tratamento eletivo. Em caso de urgência usar a mepivacaína a 3%, sem vasoconstritor, para procedimentos curtos (até 30 minutos) e a bupivacaína 0,5% ou ropivacaína 1%, sem vasoconstritores, para procedimentos longos. A sedação está sempre indicada.
 • Evitar uso de fios de retração gengival, com adrenalina.
 • Em pacientes com angina, ter ao alcance o nitrato sublingual, usado pelo paciente.
 • Paciente em uso de Aspirina: NÃO suspender - sem alterações em procedimentos cirúrgicos.
 • Pacientes em uso de derivados da varfarina: NÃO suspender - basear-se no INR para decidir o melhor momento para cirurgia.

Fonte (Parte 2): http://www.cro-rj.org.br/pc/dez12.pdf

Protocolo Clínico para Solicitação de Exames Complementares mais usados em Odontologia



Em pacientes saudáveis, sem anormalidade no pré-operatório, os exames laboratoriais são, na maioria das vezes,
normais ou desprovidos de significado clínico sem influência na evolução pós-operatória.
Exames laboratoriais devem ser solicitados de maneira seletiva, apenas naqueles com patologias de base ou
anamnese sugestiva de patologia.
1- Sangue.
1.1. - Hemograma completo: consiste numa série de testes efetuados em amostra de sangue periférico, que forne-
 cem inúmeras informações sobre o sistema hematológico e muitos outros sistemas orgânicos.
1.2. - Uréia: é uma medida indireta e aproximada da função renal e da taxa de filtração
 glomerular (se houver função hepática normal). Trata-se, também, de uma medida da função hepática.
1.3. - Glicose: é uma medida direta de glicose sanguínea. É mais comumente utilizado na avaliação de pacientes
 diabéticos.
1.4. - Creatinina: é utilizada para estabelecer diagnóstico de comprometimento da função renal.
1.5. - Coagulograma + plaquetas.
Provas de coagulação não são úteis, a menos que a história do paciente sugira coagulopatia ou tendências
hemorrágicas.
2- Urina – elementos anormais e sedimentos (E.A.S.).
3- Cultura e antibiograma - Pacientes com infecções, realizar colheita do material para cultura e antibiograma, se
 possível, antes de ministrar o antibiótico.
4- Realizar testes de coagulação, quando o uso de terapia anticoagulante, história pessoal ou familiar de
 sangramentos e evidência de doença hepática.
5- Solicitartestes de função renal e hepática – somente se a condição clínica ou uso de medicação, indicar tais
 testes (o rim é um importante órgão excretor).
Obs: Radiografia pulmonar e Eletrocardiograma devem ser solicitados de maneira seletiva, avaliados pelo médico
 clínico ou cardiologista.
6- Avaliação pré-anestésica:
• ASA I – saudável.
• ASA II – doença sistêmica leve.
• ASA III – doença grave, mas não incapacitante.
• ASA IV – doença grave, com risco de vida.
• ASA V – paciente moribundo, com prognóstico de sobrevida menor que 24 horas.
• ASA VI – paciente com morte cerebral (doador de órgãos).
7. Risco cirúrgico pré-operatório: sua solicitação deve conter informações das características do
 procedimento, tipo de anestesia, tempo previsto para o procedimento, sangramento estimado e
 possíveis complicações.
Autor:
Roberto Prado CD (CRO-RJ 11.858)
Especialista, Mestre e Doutor em Cirurgia Buco Maxilo Facial
Prof. Adjunto de Cirurgia Buco Maxilo Facial (UERJ)
E-mail: dr.prado@gbl.com.br

Fonte: http://www.cro-rj.org.br/pc/jan13.pdf

Protocolo Clínico para o Diagnóstico e Tratamento da Candidíase Oral (Monilia)



O microorganismo Cândida albicans é considerado o principal agente etiológico da Candidíase.
As manifestações mais conhecidas são:
• Candidíase Pseudomembranosa - mais comum em crianças e se caracteriza pela presença de
 placas esbranquiçadas ou amareladas distribuídas em qualquer parte da boca. Pode ser re-
 movida por meio de raspagem e deixa áreas eritematosas e hemorrágicas.
• Candidíase Eritematosa - se apresenta sob a forma de manchas ou áreas eritematosas. Ocorre
 com maior frequência no palato e dorso da língua, podendo apresentar, ou não, pequenas
 petéquias ou grânulos espalhados por toda a região afetada. É a forma típica encontrada em
 pacientes idosos, portadores de próteses totais ou parciais, conhecida como Estomatite
 Protética.
O tratamento convencional, que implica na aplicação de medicamentos tópicos antifúngicos,
proporciona uma resposta eficaz, porém há ocorrência frequente de recidiva da doença, devido
a sua etiologia multifatorial, que é causada, principalmente, pela falta de higiene bucal, além
da baixa imunidade e contaminação pessoa a pessoa. Outro fator importante na recorrência da
Cândida albicans é a deficiência na higiene da prótese. Comprovadamente, a maioria dos
microorganismos adere às superfícies acrílicas demonstrando uma grande resistência mecânica,
principalmente, em próteses mal adaptadas.
Tratamento:
Prescrição de antifúngico tópico: ex: Nistatina suspensão oral (Micostatin® 100.000 UI/ml) –
bochechar por 1 minuto e engolir de 1 a 6 ml, 4 vezes ao dia por 15 a 30 dias; ou Miconazol
gel (Daktarin®) – aplicação do gel, 4 vezes ao dia, nos locais afetados, por 15 a 30 dias.
• Instrução de higiene oral.
• Instrução de desinfecção química das próteses, com solução de água e hipoclorito de sódio,
 na proporção de 1ml para 10ml de água potável, durante meia hora, duas vezes por semana,
 no mínimo.
• Orientação para descanso noturno das próteses.
• Confecção de novas próteses, se necessário.

Fonte: http://www.cro-rj.org.br/pc/fev13.pdf

Protocolo Clínico para a Prescrição Medicamentosa contra os Processos Dolorosos de Origem Odontológica



1) Uso pré-operatório, isto é, antes da sintomatologia estar presente.
1.1) Objetivos:
1.1.1) Evitar a sensibilização dos nociceptores (são receptores silenciosos, que não captam, respondem ou sentem
 estímulos normais. Somente quando estimulados por uma ameaça em potencial ao organismo humano,
 eles desencadeiam o reflexo da dor).
1.1.2) Reduzir edema.
1.1.3) Promover analgesia durante e depois do ato operatório.
1.2) O que utilizar? (escolher uma das três seguintes opções:)
1.2.1) Corticosteróides – Ex: dexametazona 4 mg, em dose única, uma hora antes da intervenção (Decadron®)
1.2.2) Droga COX2 (cicloxigenase induzida, encontrada em pequenas quantidades nos tecidos, mas sua
 concentração aumenta em cerca de 80 vezes, sob estímulos inflamatórios) seletiva.
Ex: Etoricoxibe 90 mg, em dose única, um comprimido revestido, uma hora antes da intervenção (Arcoxia®)
1.2.3) Drogas que atuam em COX1 (ciclogenase constitutiva, isto é, sempre presente, encontrada em grandes
 quantidades nas plaquetas, rins e mucosa gástrica) e COX2.
 Ex: Diclofenaco potássico 50 mg, um comprimido, via oral, uma hora antes da intervenção (Cataflam®)
2) Uso pós-operatório, isto é, se após a intervenção houver dor e/ou edema.
Se a sua opção, no pré-operatório, foi: (vide acima) USE no pós-operatório:
1.2.1) Corticosteróides Dipirona (Novalgina®)
1.2.2) Droga COX2 seletiva A mesma droga + Dipirona (Novalgina®)
1.2.3) Drogas que atuam em COX1 e COX 2 A mesma droga + Dipirona (Novalgina®)
3) Quais drogas utilizar?
3.1) Procedimento pouco invasivo e pouco doloroso.
 3.1.1) Pacientes não alérgicos à Dipirona (Novalgina®)
 DROGA POSOLOGIA DURAÇÃO
 Dipirona (Novalgina®) 500 mg (de 4/4h) a (8/8h) Enquanto houver dor. Em geral, dois dias.
Continuar, se necessário.
 DROGA POSOLOGIA DURAÇÃO
3.1.2) Pacientes alérgicos à Dipirona (Novalgina®)
Paracetamol (Tylenol ®) 500 mg (de 6/6h)
750 mg (de 12/12h) Enquanto houver dor. Em geral, três dias
3.2) Procedimento mais invasivo e doloroso.
 DROGA POSOLOGIA DURAÇÃO
Dipirona (Novalgina®) OU 500 mg (de 6/6h) OU Enquanto houver dor. Em geral, dois dias.
Continuar, se necessário. OU
Paracetamol (Tylenol®) 500 mg (de 6/6h) 750 mg (de 12/12h) Enquanto houver dor. Em geral, três dias
Diclofenaco potássico (Cataflam®) OU
Ibuprofeno (Motrin®) OU
 Nimesulida (Nisulid®)
50 mg de 8/8h OU No máximo, durante 3 dias. OU
600 mg de 6/6h OU No máximo, durante 3 dias. OU
100 mg de 12/12h No máximo, durante 3 dias. OU

Fonte:  http://www.cro-rj.org.br/pc/mar13.pdf

Protocolo Clínico para Prevenção de Sensibilidade em Clareamento Dental


A sensibilidade dental:
• Atinge mais de 60% dos pacientes que fazem clareamento dental, seja nas técnicas caseiras, seja nas técnicas em consultório.
• Uma vez estabelecida, dificilmente, é revertida sem a interrupção do clareamento.
• Mesmo não sendo aguda, é a principal responsável pela desistência do clareamento dental, após iniciado.
• Pode ser causada diretamente pelo clareador e seus derivados e, indiretamente, pela pressão que o gel aprisionado na
 moldeira de clareamento provoca no fluido dentinário.
CONDUTAS CLÍNICAS
1) Clareamento Caseiro.
Uma semana antes de iniciar o clareamento dental (pode coincidir com o dia da moldagem para confecção das moldeiras),
deve-se iniciar o protocolo de dessensibilização, abaixo. Seguir durante o tratamento e descontinuar uma semana após a
finalização do clareamento.
1.1) Profilaxia com pasta profilática a base de Arginina 8% ou à base de Novamin.
Opções: • Sensitive Pro Alívio Profissional, Colgate.
 • Enamel Pro, GC America.
1.2) Escovação dental, três vezes ao dia, com creme dental com a mesma composição da pasta profilática acima ou
 à base de ACP-CPP.
Opções: • Sensitive Pro Alívio Profissional, Colgate.
 • Sensodyne Repair & Protect, GlaxoSmithKlein.
1.3) Bochecho, duas vezes ao dia, com solução fluoretada a 225 ppm.
Opções: • Plax Soft Mint, Colgate.
 • Oral B Pro-Saúde Clinical Protection, Oral B.
.
2) Clareamento em Consultório
O Clareamento em consultório, muitas vezes, está associado ao clareamento caseiro ou pode, também, ser a única opção do clínico.
Independente da associação ou não, o protocolo caseiro (descrito acima) deve ser executado para qualquer técnica. Contudo, com
o clareamento em consultório, preocupações adicionais devem ocorrer, uma vez que, por conta da maior concentração do agente
clareador (peróxido de hidrogêniio a 35 ou 38%), os relatos de sensibilidade e até mesmo dor aguda, são bastante comuns.
A cada sessão, o clínico deverá solicitar ao paciente para trazer as suas moldeiras do clareamento caseiro (caso ele só
esteja fazendo clareamento em consultório, o profissional deverá confeccionar um par de moldeiras para este fim).
Após o clareamento em consultório, aplicar no interior da moldeira (como se fosse um gel clareador caseiro) Nitrato de
Potássio a 5% e Fluoreto de Sódio a 2%.
Opções: • Total Blanc Dessensibilizante, Nova DFL.
 • Ultra EZ, Ultradent.
Posicionar a moldeira e liberar o paciente, que deverá manter o gel em contato com os dentes pelo tempo de 30 minutos a 2 horas.
Exposição de Dentina (Retração Gengival):
Pacientes com retração gengival são fortes candidatos a sensibilidade dentinária, durante o
clareamento. A moldeira para clareamento caseiro deverá ser recortada aquém da retração, de forma
que o gel clareador não fique em contato direto com a dentina exposta. O paciente também deverá ser
orientado a retirar, imediatamente, o gel clareador que extravasar da moldeira e que permanecer em
contato com esta área. Além disto, uma proteção física poderá ser benéfica com o mesmo intuito.
Após a profilaxia da primeira consulta, aplicar selante dessensibilizante, a base de ionômero de
vidro, somente nas exposições dentinárias (ClinPro, ESPE - 3M), fotopolimerizando, em seguida. Poderá ser necessário uma reaplicação, após algumas semanas, se o paciente apresentar
alguma sensibilidade local.

Fonte: http://www.cro-rj.org.br/pc/jun13.pdf



quinta-feira, 13 de junho de 2013


Este site tem como objetivo trazer informações e orientações a pacientes e
interessados em Cirurgia Ortognática e Buco-Maxilo-Facial.
Conhecer alguns casos clínicos.
Obter informações importantes sobre higiene e saúde bucal.
Orientações e procedimentos pré e pós operatórios.


Residente na cidade do Rio de Janeiro, Fábio Guedes tornou-se especialista em Cirurgia Traumatologia Buco Maxilo Facial, pela Faculdade de Odontologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2003.
Tem em seu currículo diversos cursos de pós-graduação, dentre eles Pós-Graduação em Cirurgia Ortognática, pela The University of Texas School of Dentistry at Houston, em 2011 e Special program of study and research in TMD and Orofacial Pain- Universty of Zurich - Suiça, em 2012.
Atividades Profissionais:
Cirurgia Ortognática
Cirurgia para ATM
Cirurgia para Apnéia do Sono e Ronco
Cirurgia para Implantes Dentários
Cirurgia para Sisos Inclusos
Cirurgia para Trauma de Face
Cirurgia para Cistos e Tumores