Certos processos patológicos podem exigir a construção artificial de um côndilo mandibular. Nessas situações podem-se enquadrar os defeitos congênitos ou adquiridos como resultado de um trauma, crescimento mandibular alterado, neoplasia, doença inflamatória ou seqüelas dessas mesmas condições e anquilose.
O objetivo dessa complexa reconstrução inclui a restauração da morfologia tri-dimensional, função mandibular, portanto, mastigatória e diminuição das limitações e sintomatologias do paciente, obviamente sempre com o intuito de prevenir a progressão da doença.
Existem várias vantagens de se reconstruir uma ATM com prótese e entre elas podemos citar: 1) alguns autores consideram que a prótese da ATM melhor reproduz a anatomia normal da articulação, restaurando a dimensão vertical com grande fidelidade, uma vez que o recente desenvolvimento de próteses customizadas tem o maior papel no que diz a esse respeito; 2) a prevenção da morbidade de um sítio doador; 3) diminuição no tempo operatório; 4) iniciação imediata da reabilitação fisioterápica; 5) minimização da possibilidade de anquilose quando comparada com o enxerto autógeno.
As desvantagens em potencial para a reconstrução aloplástica total da ATM incluem: 1) características pobres do material levando a desgaste prematuro; 2) fratura do material; 3) liberação de partículas que induzem à formação de reação de corpo estranho, estimulando o sistema imune e secreção constante de mediadores inflamatórios como a interleucina-1 ou prostalandina E-2; 4) desenvolvimeno de biofilme com posterior infecção local; 4) destruição (reabsorção/deformação) de tecidos circunjacentes, principalmente o tecido ósseo (osteólise); 5) aumento do custo total; 6) formação de osso distrófico adjacente.
Numerosos sistemas já foram desenvolvidos nos anos recentes para a total reconstrução articular, empregando uma variedade de materiais. A maioria das preocupações relativas a esses implantes repousa sobre a natureza dos materiais que são empregados para sua fabricação. Alguns desenhos utilizam um polímero polimetilmetacrilato (PMMC) contra um metal, um conceito testado e abandonado pelos ortopedistas nos anos 50 por causa das características inaceitáveis do seu desgaste.
Atualmente, preferimos o sistema customizado de implante feito por CAD/CAM (Desenho Assistido por Computador/Manufatura ou Fabricação Assistida por Computador), que utiliza materiais biocompatíveis que já foram aprovados no uso ortopédico para o reposicionamento articular e que foram submetidos a extensos testes in vitro.
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